O hidrogénio molecular na medicina desportiva

Novas perspectivas terapêuticas

Dr. Sergej M. Ostojic.
Center for Health, Exercise and Sport Sciences, Exercise Physiology Lab, Belgrado, Servia.
Publicado el 18 de setembro de 2014.
Este trabalho está respaldado pelo Ministério da Ciência da Servia.

INTRODUÇÃO
Ao longo das últimas duas décadas, o hidrogénio molecular surgiu como um novo agente terapêutico, com efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e anti-apoptose, demonstrados em muitas doenças com ensaios em animais e em estudos humanos. Os efeitos benéficos do hidrogénio molecular em contextos clínicos são observados especialmente nas doenças onde o estresse oxidativo está presente, como diabetes mellitus, acidente vascular cerebral, artrite reumatóide ou doenças neurodegenerativas.

Uma série de estudos recentes concluíram que o hidrogénio molecular afeta a transdução de sinais celulares, atuando como um agente alcalinizante.
Esses mecanismos de ação, recentemente identificados, têm o potencial de expandir ainda mais as suas aplicações na medicina clínica.
Em particular, as terapias de hidrogénio podem ser um tratamento inovador, específico e efetivo para o estresse oxidativo induzido pelo
exercício físico e para lesões desportivas e com potencial para aumentar o desempenho no desporto. Estes estudos resumem as descobertas
sobre os aspectos clínicos do hidrogénio molecular, enfatizando as suas aplicações no campo da medicina desportiva.

O USO DO HIDROGÉNIO NA MEDICINA DO DESPORTO

A justificativa para o uso de H2 no desporto é devido, em primeiro lugar, às suas propriedades antioxidantes. Devido ao fato de que o exercício intensivo resulta na superprodução de espécies reativas de oxigênio (ROS) e danos nos radicais livres nos tecidos, o uso de um potente antioxidante como o H2 pode reduzir o estresse oxidativo e distúrbios relacionados a espécies reativas de oxigênio (ROS), como fadiga, micro-rupturas, inflamação, treino excessivo, etc. Além disso, a água enriquecida com hidrogénio tem um pH alto o que pode ser benéfico para a acidose induzida pelo exercício, uma perturbação metabólica comum entre indivíduos fisicamente ativos. Estes estudos são discutidos em detalhes aqui. Além disso, um ensaio clínico sobre o uso terapêutico de H2 em lesões desportivas está sendo realizado e um resultado favorável já se prevê.

RESUMO

O hidrogénio molecular como elemento de uso médico começou a atrair a atenção científica depois que Ohsawa anunciou os efeitos proeminentes como um antioxidante seletivo de suplementos de H2 na “Nature Medicine” em 2007. Desde então, os efeitos do hidrogénio foram amplamente avaliados em ensaios com animais e em doenças com humanos. Estudos anteriores mostraram que o hidrogénio exerce propriedades antioxidantes, anti-apoptose, anti-inflamatórias e citoprotetoras que são benéficas para as células.

Aproximadamente uma dúzia de ensaios em humanos demonstraram os efeitos clínicos promissores do hidrogénio, com a aplicação na medicina do desporto H2 como uma como um novo agente ergogénico (incrementador de la potencia muscular) e um agente alcalinizante.

O hidrogénio dissolvido em água, parece aumentar o rendimento muscular, diminuir a fadiga e reduzir a acidose induzida pelo exercício em atletas. Mas os seus efeitos não são apenas devido às propriedades antioxidantes do H2, pois ensaios clínicos promissores relacionados a lesões desportivas afirmam que o H2 é muito útil na recuperação anti-inflamatória e desportiva. No entanto, são necessárias mais pesquisas para identificar o mecanismo exato de como o hidrogénio atua, desenvolver protocolos para práticas terapêuticas e validar o potencial terapêutico do H2 como elemento clínico.